domingo, 8 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Retrospectivas de uma introspecção
Imagina 30 cidades diferentes dentro de uma.
É o Rio de Janeiro.
Precisamente no dia 1 de Janeiro de 1502 o nosso puto Gaspar de Lemos chocou com a baía de Guanabara. Duzentos anos depois, D. Joao VI e a sua corte, mudaram-se pra lá com cagufa do senhor Junot.
8 naus, 3 fragatas, 3 brigues e 2 escunas (*fonte wikipedia). A esta altura já tavam os franceses a chillar no Cartaxo e a corte real toda em alto mar a beber caipirinhas e a comemorar.
Oh yeah. Tuga party a bordo duma nau, quem me dera ter estado lá pra ver.
E por aqui se fica.
O Rio não é Portugal.
O Rio é escravatura.
Ainda o é. Ainda se encontram pedaços desse mundo aniquilado nas partes rejeitadas da cidade.
Durante 7 dias vivemos no morro da Babilónia. Aprendi mais nestes 7 dias do que em 4 anos de faculdade. Sobre a arquitectura, sobre a vida.
Se ser arquitecto é privar as pessoas de construírem o seu lar, de escolherem o local onde vão acordar e deitar todos os dias, de saber quem mora ali ao lado, então, não quero ser arquitecta.
Criar lugares de ninguém para ninguém.
(calma mãe e pai eu vou acabar o curso, e provavelmente vou ser arquitecta, isto é só um desabafo não deitem as mãos à cabeça, ainda há esperança para mim)
Afinal o que é preciso para ser feliz? Sol, praia e música parece-me suficiente.
Eles têm tudo. No entanto, são escravos de uma ideia ocidental discriminadora, acerca do que é a qualidade de vida.
Os ricos moram em Copacabana, em caixas de betão, sem saber quem está por baixo ou por cima.
Os pobres, moram na montanha, numa comunidade onde todos se entre-ajudam e conhecem, com terraços virados para o oceano, em grandes vivendas, sem pintura, que eles próprios (ou os seus antepassados) construíram, com as suas mãos.
A 10 minutos da praia a 10 minutos do céu.
Podia ser o paraíso.
Mas não é.
Não é por causa da pobreza, por causa da rejeição social. Por causa da violência e da droga. Realidades sociais que se encontram um pouco por toda a cidade e em TODAS as cidades (não só aqui).
Na Babilónia a vida era tranquila, as pessoas gostam dos gringos porque eles (nós) trazem dinheiro para o seu bairro. É seguro. A única vez que me senti desconfortável e insegura foi quando chegámos ao hostel e havia um polícia de G3 encostado à parede. Nunca tinha visto uma arma tão grande nas mãos de um homem, podendo ser disparada a qualquer momento.
Como se pode combater violência com violência? Alguém tem que sair magoado. Uma criança não pode crescer rodeada de armas.
Não pode.
À sua volta tudo continuava tranquilo, a música tocava, os míudos jogavam à bola descalços, e os hamburguers XXXXXL com ovo estrelado, batata palha, 3 carnes, alface, queijo, bacon, tomate e milho continuavam a sair como se não houvesse amanha. (tudo isto pela módica quantia de 1,75euros). A música ecoava pelas ruas estreitas e apertadas, vinha em todas as direcções misturada com conversas e risos e cheirinho a comida boa por todo o lado.
Este foi o meu engate lá na Babilónia. Tão bom acordar assim.
Topo do morro.
A felicidade é só para os fortes. É encontrar a harmonia e a paz no meio da merda.
Porque no paraíso, qualquer um consegue.
Obrigado mãe e pai. eu sei que nunca vos vou conseguir agradecer decentemente o que têm feito por mim, mas pronto, é isto.
PS- tenho mais 6gigas de fotos, prometo que um dia destes as atiro praqui.
beijos
É o Rio de Janeiro.
Precisamente no dia 1 de Janeiro de 1502 o nosso puto Gaspar de Lemos chocou com a baía de Guanabara. Duzentos anos depois, D. Joao VI e a sua corte, mudaram-se pra lá com cagufa do senhor Junot.
8 naus, 3 fragatas, 3 brigues e 2 escunas (*fonte wikipedia). A esta altura já tavam os franceses a chillar no Cartaxo e a corte real toda em alto mar a beber caipirinhas e a comemorar.
Oh yeah. Tuga party a bordo duma nau, quem me dera ter estado lá pra ver.
E por aqui se fica.
O Rio não é Portugal.
O Rio é escravatura.
Ainda o é. Ainda se encontram pedaços desse mundo aniquilado nas partes rejeitadas da cidade.
Durante 7 dias vivemos no morro da Babilónia. Aprendi mais nestes 7 dias do que em 4 anos de faculdade. Sobre a arquitectura, sobre a vida.
Se ser arquitecto é privar as pessoas de construírem o seu lar, de escolherem o local onde vão acordar e deitar todos os dias, de saber quem mora ali ao lado, então, não quero ser arquitecta.
Criar lugares de ninguém para ninguém.
(calma mãe e pai eu vou acabar o curso, e provavelmente vou ser arquitecta, isto é só um desabafo não deitem as mãos à cabeça, ainda há esperança para mim)
Afinal o que é preciso para ser feliz? Sol, praia e música parece-me suficiente.
Eles têm tudo. No entanto, são escravos de uma ideia ocidental discriminadora, acerca do que é a qualidade de vida.
Os ricos moram em Copacabana, em caixas de betão, sem saber quem está por baixo ou por cima.
Os pobres, moram na montanha, numa comunidade onde todos se entre-ajudam e conhecem, com terraços virados para o oceano, em grandes vivendas, sem pintura, que eles próprios (ou os seus antepassados) construíram, com as suas mãos.
A 10 minutos da praia a 10 minutos do céu.
Podia ser o paraíso.
Mas não é.
Não é por causa da pobreza, por causa da rejeição social. Por causa da violência e da droga. Realidades sociais que se encontram um pouco por toda a cidade e em TODAS as cidades (não só aqui).
Na Babilónia a vida era tranquila, as pessoas gostam dos gringos porque eles (nós) trazem dinheiro para o seu bairro. É seguro. A única vez que me senti desconfortável e insegura foi quando chegámos ao hostel e havia um polícia de G3 encostado à parede. Nunca tinha visto uma arma tão grande nas mãos de um homem, podendo ser disparada a qualquer momento.
Como se pode combater violência com violência? Alguém tem que sair magoado. Uma criança não pode crescer rodeada de armas.
Não pode.
À sua volta tudo continuava tranquilo, a música tocava, os míudos jogavam à bola descalços, e os hamburguers XXXXXL com ovo estrelado, batata palha, 3 carnes, alface, queijo, bacon, tomate e milho continuavam a sair como se não houvesse amanha. (tudo isto pela módica quantia de 1,75euros). A música ecoava pelas ruas estreitas e apertadas, vinha em todas as direcções misturada com conversas e risos e cheirinho a comida boa por todo o lado.
Este foi o meu engate lá na Babilónia. Tão bom acordar assim.
Topo do morro.
A felicidade é só para os fortes. É encontrar a harmonia e a paz no meio da merda.
Porque no paraíso, qualquer um consegue.
Obrigado mãe e pai. eu sei que nunca vos vou conseguir agradecer decentemente o que têm feito por mim, mas pronto, é isto.
PS- tenho mais 6gigas de fotos, prometo que um dia destes as atiro praqui.
beijos
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
oi
daqui cat
só pa dizer que é um prazer ser a musa das fotos especialmente quando a descrição das fotos é tão original e sentida como podem vizualizacionar em baixo.
obrigado e um beijo especial para todos os meus fãs.
só pa dizer que é um prazer ser a musa das fotos especialmente quando a descrição das fotos é tão original e sentida como podem vizualizacionar em baixo.
obrigado e um beijo especial para todos os meus fãs.
revelações de uma analógica de 10 pila
pois bem já que vim para a américa latina sem máquina tive de arranjar uma económica solução... na feira de domingo de manhã no Parque da Redenção encontrei esta bela máquina por 10 pila (o que para eles é reais. são aproximadamente 3€ ). mais caro custou o rolo do que a máquina. enfim.... comecei a disparar prai desalmadamente só numa de ver o que ia sair... o resultado não ta mau. pena mesmo é que metade das fotos não saíram, problemas de uma analógica!
escusado será dizer que a minha musa tem por nome catarina monteiro. obrigada linda por fazeres as tuas melhores poses para mim (sabes qual foto me refiro).
bêtjos para todos
mãe, pai, joana, renato e tia arminda <3
escusado será dizer que a minha musa tem por nome catarina monteiro. obrigada linda por fazeres as tuas melhores poses para mim (sabes qual foto me refiro).
bêtjos para todos
mãe, pai, joana, renato e tia arminda <3
1ª foto da máquina
tutti giorni
Giulia
nox windax na cama com padrao xebra
vista da fac
uma das 137812687463287687 vezes que o chuveiro avariou
ela em palm beach
ela desportiva à beira rio
ela cosmopolita a andar de bicileta
cláudio e giulia
ibere camargo
ela a cantar no corredor
<3
ela na igreja depois de uma oração
mostardas
mostardas II
3 gajas
o gajo do Texas
no comments
no comments II
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